29 de novembro de 2021

Família de jovem encontrado morto após 30 dias desaparecido cobra resultado da autopsia

 



Familiares do jovem Marcelo Melo Machado, de 24 anos, encontrado morto após 30 dias desaparecido, reclama da falta de divulgado do resultado da autopsia. A mãe do jovem, Mirian Melo, já esteve na Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), mas não obteve respostas.

“Nós estivemos lá, mas não conseguimos contato com o delegado Marconi, que comanda a investigação. Não sabemos se estão querendo esconder algo. Já deveriam ter divulgado o resultado da autopsia, que vai revelar de que forma meu filho foi morto. Os dois policiais que foram filmados colocando Marcelo na viatura já foram ouvidos novamente? Queremos saber quem matou Marcelo”, disse a mãe em contato com o blog.

Mercelo Melo Machado, que residia no bairro Gancharia, na região do Anjo da Guarda, desapareceu de sua residência no dia 6 de setembro deste ano. Três dias depois, ele foi encontrado na Pindoba, em São José de Ribamar. Um vídeo mostra o momento em que dois policiais militares do 22º BPM colocam o jovem em uma viatura. Ele estava com as mãos amarradas por uma corda. Os moradores afirmam que ele estava tentando invadir casas e acionaram a polícia, via Ciops.

Depois disso, Marcelo desapareceu novamente. Os PMs chegaram a afirmar que o deixaram com duas pessoas, em vez de leva-lo a uma delegacia, onde seria feito feito um trabalho para localizar parentes.




O corpo de Marcelo foi encontrado, no dia 8 de outubro, em um matagal na Vila São José 1, em São José de Ribamar. O corpo, em adiantado estágio de decomposição, estava de bruços e com uma perfuração à altura do rim, que poderia ter sido provocada por arma de fogo. O resultado da autópsia poderá revelar de que forma o jovem foi morto.


Após passar mais de 20 dias no IML, à espera do resultado do exame de DNA, o corpo de Marcelo sepultado no dia 03 deste mês, no município de Bequimão, terra natal da família do jovem.

PMs afastados


A Polícia Militar afastou os dois policiais suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Marcelo Melo


O sargento, identificado como Luís Magno da Silva, e o soldado Giovani dos Santos Silva foram afastados das ruas por decisão do Comando Geral da Polícia Militar.


A Polícia Militar decidiu pelo indiciamento dos dois policiais militares por abandonarem alguém que estava sob custódia da PM e que era incapaz de se defender dos riscos resultantes do abandono, o que é considerado crime militar. O inquérito apurou apenas erros operacionais dos policiais, que disseram ter levado o jovem na viatura e depois entregue a supostos conhecidos.

Além deles, outros dois policiais que coordenaram a ocorrência, no centro de operação da polícia (CIOPS) também foram indiciados, porque teriam que acompanhar o caso até Marcelo ser levado à delegacia. Fonte: Blog do Gilberto Lima