“É a primeira vez que acontece algum acidente com nossas embarcações. Somos muito rígidos, não aceitamos crianças menores e, se não for habilitado, não trabalha. Tem dois anos que ele tirou a habilitação. O último percurso foi para trazer três amigos nossos”, lamenta o pai de David.
“Encontramos ele chegando ao Imbiral. Passamos o dia de ontem avisando e procurando dos dois lados do rio. Agora pela manhã, teve um momento que vimos alguém acenar. Fomos lá, era ele”, detalha.
A tia, Neuma da Silva Santos, se revolta ao questionar as autoridades sobre o acidente.
“Se fosse um ricão, hoje já estava todo mundo na busca. Cadê as autoridades? Não foi Corpo de Bombeiros, polícia, foram os barqueiros e os amigos que nos ajudaram e ajudaram a família a achar, que acharam. O Corpo de Bombeiro só fizeram as primeiras buscas e sumiram”, revela.
“Quando chegamos perto da beira, só foi escutado aquele “vrum”, aí caímos dentro do barco. Estava à noite e não vimos quase nada. Passamos de três a quatro minutos para voltar ao normal. O que nós lembramos é que a pessoa que achamos que causou o acidente arrodeou pelo barco com o ‘jet’. Pedimos socorro e, ele não socorreu. Apareceu uma lancha, também pedimos socorro, mas também não fomos socorridos”, se indigna Eremilton Cruz.
Ele completa o relato contando que a sobrinha e a mulher foram feridas. "Minha sobrinha quebrou a perna, e minha mulher está cheia de hematomas nas costas”, afirma.
Testemunhas relataram que avistaram o piloto envolvido no acidente ingerindo bebida alcoólica. Informaram, também, que a motoaquática se encontra ancorada num clube próximo à praia do Cacau, próximo de onde aconteceu o acidente.
O perito do Instituto Médico Legal (IML), José Ivan Pereira dos Santos, em análise prévia do corpo de David, relatou que o caso pode ser indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.Fonte: http://imirante.globo.com

