Imirante
Em depoimento ao delegado Antonio Luís Gomes Pereira (delegado de Porto Franco), Adeildo da Silva confessou que havia recebido a proposta de R$ 15 mil para matar o pecuarista Jorge Nei Neres, residente na fazenda Novo Acordo, em Campestre.
O caso ocorreu no último dia 5, mas somente agora veio a tona no município porque o suposto mandante do crime seria o irmão de uma pessoa influente daquele município.
Tudo começou quando Jorge Nei Neres recebeu em sua fazenda um homem com aparência de mendigo lhe pedindo trabalho. O fazendeiro disse à Polícia que contratou o então desconhecido.
No início deste mês Jorge Nei Neres viajou à Marabá (PA) para cumprir alguns compromissos deixando a propriedade rural sob os cuidados de Adeildo.
Ao retornar de viagem, o fazendeiro fez o pagamento salarial, mas para sua surpresa o empregado reclamou do valor e fez a declaração de que teria rejeitado um valor maior para matá-lo.
Diante da situação o pecuarista denunciou o caso à Polícia. O então suspeito foi conduzido pela PM até a Delegacia onde ficou detido, prestou depoimento e foi liberado por não haver qualquer Mandado de Prisão contra ele.
O delegado Antonio Luis lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), por ameaça, crime que pode render pena inferior a 3 anos de prisão, mas nesses casos a lei prevê pena de prestação de serviços comunitários.
HISTÓRICO
Num levantamento, a Polícia descobriu que Adeildo havia condenado em 2002, a 8 anos e 3 meses de reclusão por homicídio. A condenação foi em sentença prolatada pelo juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Surubim próximo a Recife (PE), mas em 2008, após cumprir um terço da pena, o homem recebeu o beneficio do livramento condicional.
No depoimento à Policia, no TCO, Adeildo confirmou que havia recebido a proposta para matar o fazendeiro, mas teria se recusado a aceitá-la por conhecer os filhos do pecuarista e ainda por não “matar ninguém por dinheiro”, preferindo pedir esmolas.
Apontado como suposto mandante do assassinato não cumprido, Valdenir de Morais Lima, pessoa muito conhecida e irmão de um pré-candidato a prefeito de Campestre, compareceu à Delegacia acompanhado de um advogado, ocasião em que negou de forma veemente que tenha feito qualquer proposta para Adeildo.
Valdenir disse que a única vez que teve contato com Adeildo foi para que este roçasse o mato das margens a BR-010 em sua propriedade. Ele disse ainda que conhece o fazendeiro, de quem é vizinho, e não tinha motivos para fazer esse e nem outro crime e a partir de agora teme pelo que venha acontecer ao fazendeiro em função desta denuncia infundada. Ele também atribuiu essa suposta denúncia a perseguição política já que seu irmão é pré-candidato a prefeito de Campestre pelo PT.
O TCO já foi enviado à Justiça com o pedido do delegado para fazer a acareação entre o lavrador e o homem apontado como suposto mandante.
O caso é o assunto de todas as rodas de conversas no município de Campestre do Maranhão e Porto Franco. Depois de ser liberado Adeildo não mais foi visto na cidade. A primeira audiência na Justiça sobre o caso está marcada para o dia 4 de maio no Fórum de Justiça de Porto Franco. fote correio popular..